Compartilhando as coisas boas da vida

Heloise Martins

domingo, 15 de março de 2009

Criança, a alma do negócio

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Produção e execução: Marcos Nisti
Direção: Estela Renner
Por que meu filho sempre me pede um brinquedo novo? Por que minha filha quer mais uma boneca se ela já tem uma caixa cheia de bonecas? De onde vem este desejo constante de consumo? Este documentário reflete sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade. Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada. (MSN vídeos)

Ao terminar de ver o vídeo fiquei, no mínimo, preocupada e chocada com a forma que as crianças são bombardeadas pelo o ideal consumista, que acaba por dominar seus desejos e pensamentos de modo automático, ou seja, a criança não sabe o motivo ou a importância de possuir tal objeto,ela apenas o deseja.
O documentário trata também da alimentação, como a TV influencia os hábitos alimentares dos pequenos. Uma das crianças entrevistadas não reconheceu nenhuma das frutas e verduras apresentadas pela entrevistadora, dentre elas mamão, manga, pimentão. Uma outra menina relata que nunca experimentou suco de fruta natural - coisas que hoje eu considero um absurdo, mas parece que para muita gente é normal e até indicativo de status social.

Mandem seus comentários, vamos discutir o assunto e propor formas de abordar esse tema com nossos alunos.

Textos:
A Difícil Arte de Dizer Não aos Filhos.
Crianças sem valores e Limites

sábado, 3 de janeiro de 2009

Pablo Picasso

Dois anos atrás eu li o livro do Picasso da editora Taschen e fiz um resumo, muito interessante a vida desse artista, a começar pelo seu nome:

Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Martyr Patricio Clito Ruíz y Picasso.

Nasce em Málaga, Espanha em 1881 e morre em 1973. Iniciou suas aulas de arte aos cinco anos e sua família guardou praticamente todas as obras de infância e juventude, somando um total de 2200 obras.

Período azul:

A Vida, Picasso

É uma fase de síntese após um período de análise em que copiou os grandes pintores. Pinta prostitutas, mendigos, embriagados dos cafés e botequins de Paris (seu ambiente inicial era Barcelona) Usa um número restrito de motivos: homens e mulheres à mesa sós ou aos pares, refeições, figuras agachadas junto ao chão, sentadas, personagens que apóiam a cabeça nas mãos ou cujos braços enlaçam o próprio corpo. Usa o claro-escuro (influência de El Greco) A fase azul está lidada a ambientes tristes, eróticos, dor, sofrimento. Obra mais importante desse período: “A Vida”

Período rosa:

A Família de Saltimbancos

Deslocamento do seu centro de interesse. Começa a explorar a beleza e as cores vibrantes das roupas dos arlequins. Inicia com a obra “Mulher com a Gralha” Se relaciona com a vanguarda literária de Paris ( Apollinaire, por exemplo) Realiza obras eróticas Quadro mais importante da fase: “A Família de Saltimbancos” que foi precedido de alguns

estudos. Com as representações das fases rosa e azul Picasso se opunha à arte oficial e às convenções.

O cubismo, 1906 a 1915: Inicia experiências formais, compreende a figura humana a partir do volume plástico que é reduzido a blocos. Estilização

Em 1907 pinta, “As Meninas de Avinhão”, após nove meses e 809 estudos (maior número de estudos na história da arte). Lançou mão da monocromia e do contraste. Cria zonas perfeitamente abstratas por meio de tracejados, de camadas lisas de cor ou de modulações, mas não renuncia à representação figurativa.

A obra é uma síntese entre a recusa da norma e a sua aplicação. O primeiro estudo retratava uma casa de prostituição da Rua de Avinhão em Barcelona. Picasso retirou os detalhes que evocavam o local. A pintura perde sua função imitativa e se liberta da prisão ao modelo. Tendência a uma concepção abstrata do objeto pictórico. Cubismo analítico: o tema da representação é, de certa forma, desmontado e analisado. O nome “cubismo” surgiu quando Matisse, júri do Salão de Outono, disse ao crítico de arte Louis Vauxcelles que tais pinturas eram constituídas por numerosos cubos pequenos no momento em que Braque tenta expor no Salão de Outono e não consegue . Braque expõe na Galeria Kahnweiler em 1907, e logo após estabelece com Picasso uma intensa relação artística. Chegam à abstração pura em 1910.

Em pintura, a beleza e o sentido estético não estão necessariamente ligados à ilusão figurativa.

Braque: mais trabalhador, lento e cuidadoso, pinturas sutis Picasso: saltos entre diferentes formas, abrupto, inconstante

A carreira de Picasso, até sua penetração decisiva no cubismo, também foi um produto do mercado da arte e das suas especulações. Mas os conhecedores de arte já sabiam que algo novo estava por vir. Em 1907, Vollard comprou todas as obras de Picasso por 2500 francos.

Em Paris, Braque e Picasso fizeram um contrato com o alemão negociante de quadros D. H. Kahnweiler, que

comprava as obras a preço fixo. Picasso nunca expôs num salão parisiense. Picasso inventou um novo gênero com a obra “Natureza Morta com Cadeira Empalhada”: a colagem.

Princípio fundamental do cubismo: combinação de formas figurativas e não figurativas.

Picasso cria a técnica assemblagem, que é a colagem aplicada na escultura (escultura do cubismo sintético). Obra: “O Copo de Absinto” feito em seis exemplares.

A partir dos anos vinte, Picasso é considerado como tendo operado a abertura decisiva para a arte moderna.

Entre 1916 e 1936 Picasso inicia com as tendências classicismo e surrealismo simultaneamente à produção de obras cubistas.

1923 - O surrealismo Exerce forte influência em Picasso. O impulso inicial do Surrealismo foi dado por Freud, na psicanálise, Rembaud, Mallarmé, Lautréamont e Apollinaire, na poesia. O objetivo do Surrealismo é tornar ativo o inconsciente e o sonho sob o signo do pensamento psicanalítico, sem ter em conta a ordem causal e científica dos objetos dos sentidos, mas procurando uma valorização ilimitada do irracional.

“Guernica” – a obra mais célebre do séc XX.



Obra encomendada pelo governo para o Pavilhão Espanhol na Exposição Universal de Paris em 1937.

A Espanha estava em guerra civil desde 1937 e um bombardeio na cidade de Guernica y Luno no País Basco levou Picasso a mudar o motivo da obra que, inicialmente, seria uma cena de estúdio sobre a liberdade da arte.
Guernica foi realizada em cinco semanas, com quarenta e cinco estudos além de uma série de fotografias que ilustram os diversos estados do quadro.

Pilares do “estilo Picasso”:
Dissociação cubista
Figuração
Simbologia infantil

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

O Dia do Curinga, Jostein Gaarder, 1990

Sabe aquele tipo de livro pelo qual você se apaixona e lê várias vezes? Pois é, comigo aconteceu com O dia do Curinga. Não digo que é o melhor que já li, pois acho que é uma tarefa demorada, difícil e inútil tentar escolher “o melhor livro” já que são tantos e tão maravilhosos que o melhor a fazer é ler sempre aquilo que gostamos.

Duas histórias acontecem permeadas de muita filosofia. Uma é real: um pai e seu filho viajam pela Europa em busca da mãe. A outra é mágica: acontece numa ilha fantástica povoada por anões que representam as cartas do baralho e seres fabulosos, além de enigmas que vamos deliciosamente decifrando ao longo da narrativa.
O livro é um exemplo de literatura de fantasia, em que, em meio a uma vida real temos elementos ou histórias mágicas, fantasiosas.
Em resumo, o livro é MARAVILHOSO!

Olha aí alguns pedacinhos:

“… ela disse ter lido na Bíblia que Deus está lá no céu e ri das pessoas que nao acreditam nele.”

“… se há ums Deus, que nos criou, então de certa forma somos artificiais aos seus olhos. Falamos besteiras, discutimos e brigamos entre nós. Depois nos separamos e morremos. Mas nenhum de nós se pergunta de onde veio. Agenta simplesmente se contenta em estar por aqui, dividindo com os outros esse espaço.” p.28-29

“Os anjos são mais inteligentes do que os homens. E eles são tão inteligentes quanto Deus, mas entendem tudo o que nós, humanos, somos capazes de entender, só que sem terem de ficar pensando sobre as coisas.”

“Se nosso cérebro fosse tão simples a ponto de podermos entendê-lo…, seríamos tão tolos que continuaríamos sem entendê-lo.”

Baixe o livro no Livros para Todos

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

A Inteligência Hormonal da Mulher

Gente esse livro é para nós, mulheres, exercitarmos o autoconhecimento (o que é sempre bom) e também para os maridos, namorados, etc compreenderem melhor nosso comportamento (o que é melhor ainda, não acham?).

Bom, o doutor Eliezer Berenstein, especialista em ginecologia obstetrícia pela Federação Brasileira de Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia, explica o funcionamento dos hormônios no corpo feminino (descrevendo-o como um caldeirão em ebulição) e também enfatiza os benefícios do ciclo menstrual e sua influência no comportamento feminino.

Vejam alguns trechos do livro:

“É a ciclicidade propiciada pela variação hormonal, a cada mês, uma das responsáveis pela maior adaptabilidade e criatividade inerente ao sexo feminino, tais como cuidar da casa, dos filhos e do trabalho, tudo praticamente ao mesmo tempo. o neurologista americano Roger Gorski, da Universidade de Yale, demonstrou em estudos que, graças ao estrogênio, as células nervosas do cérebro conseguem criar mais conexões. O resultado disso é a melhor comunicação, sensibilidade e, provavelmente, aí está a origem da intuição feminina.”

Ações dos hormônios:
Estrogênio: leva a uma tendência psicoativa, extrovertida, competitiva, caçadora, determina a feminilidade no ser humano.

Progesterona:promove uma tendência passiva, receptora cooperadora, coletora, favorece a menstruação, a fecundação e a manutenção da gravidez.

Andrógenos: proporcionam os aspectos da masculinidade (principal é a testosterona). Torna os homens lógicos, “sensatos”, sintéticos, irritados, bélicos, bem humorados. Nas mulheres (quantidade 20 a 40 vezes menor), aumentam o desejo sexual do sétimo ao décimo sétimo dia do ciclo. Melhoram a cognição.

“Bioquimicamente, a mulher tem diversidade hormonal para se desenvolver mais ricamente. Ela possui os andrógenos, hormônios com características masculinas (em menor quantidade que nos machos, porém em níveis que influenciam sua competitividade, agressividade, racionalidade) e os complementa com hormônios femininos, estrógenos e progesterona. Provavelmenta a falta de progesterona nos homens - ausente em toda a sua vida - é o que os tornam limitados a compreender certos aspectos da feminilidade.
Na medida em que a sociedade masculina tende para o individualismo, a inteligência hormonal feminina faz o contrário: busca o cooperativismo, agregação, autodomínio e se volta para os valores essenciais como arte, amor, fraternidade e cuidados para com o planeta.”

O livro tem uma linguagem simples e dá para ler rapidinho, vale a pena!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O Diário de Anne Frank


O livro é um diário escrito por Anne Frank entre 12 de junho de 1942 a 1 de agosto de 1944 durante a Segunda Guerra Mundial.

Escondida com sua família e outros judeus em Amsterdam durante a ocupação Nazista na Holanda, Anne Frank com 13 anos de idade conta em seu diário a vida deste grupo de pessoas.

Em 4 de agosto de 1944, agentes da Gestapo detém todos os ocupantes que estavam escondidos em Amsterdam e levam-nos para vários campos de concentração. No mesmo dia da prisão dos pais de Anne, entregam o diário dela para o pai Otto Heinrich Frank. Anne Frank faleceu no campo de concentração Bergen-Belsen no fim de fevereiro de 1945.

Otto foi o único dos escondidos que sobreviveu no campo de concentração. Em 1947 o pai decide publicar o diário, como Anne desejava em vida. O diário está no Instituto Holandês para a Documentação da Guerra. O Fundo Anne Frank (na Suíça) ficou como herdeiro dos direitos da obra de Anne Frank. O pai Otto Heinrich Frank faleceu em 1980.

Em 2002 li o livro. Fiquei emocionada com o relato daquela menina de 13 anos, seu otimismo e a maneira como ainda pensava em coisas boas em meio àquele caos é comovente. Exemplo disso são os trechos que destaquei:

“…como posso me sentir triste enquanto isto existir, pensei, esta luz e este céu sem nuvens, enquanto eu puder desfrutar dessas coisas.

“O melhor remédio para os amedrontados, solitários ou infelizes é sair, ir a um local onde possam ficar a sós com o céu, a natureza e Deus. Só então você pode sentir que tudo é como deveria ser, e que Deus deseja a felicidade das pessoas em meio à beleza e à simplicidade da natureza.”

“Enquanto isso existir – e deve existir para sempre -, sei que haverá consolo para toda a tristeza, independentemente das circunstâncias. Acredito firmemente que a natureza pode trazer conforto aos que sofrem.”

Recentemente assisti ao filme “Escritores da Liberdade” (Freedom Writers, 2007) para uma discussão sobre a leitura, escrita e educação. O filme aborda o desafio da educação em um contexto social problemático e violento. Inicia com uma professora novata que entra em uma instituição de ensino médio para lecionar Língua Inglesa e Literatura numa turma de adolescentes considerados turbulentos, envolvidos com gangues e vítimas de preconceito.

Curiosamente, a professora utiliza a obra “O Diário de Anne Frank” em um de seus projetos com o objetivo de resgatar a cidadania daqueles jovens.

Olha só o que achei sobre o livro e a vida de Anne Frank na internet:
O Diário de Anne Frank
O Diário de Anne Frank: outra fraude


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Leitura Diária

Boa leitura!!